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Publicado em
08/10/2026 14h11
Os alunos de ensino médio foram selecionados após se destacarem na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) Foto: Divulgação
Os cinco jovens brasileiros que participaram da 19ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês) voltaram para casa nesta segunda-feira (5) com as malas mais pesadas. Além de roupas e souvenirs, os estudantes trouxeram de volta uma medalha de ouro, uma de prata e três de bronze. O evento ocorreu de 25 de setembro a 5 de outubro, em Hanói, capital do Vietnã. Saiba como participar das próximas.
A medalha de ouro foi conquistada por Eyke Carvalho de Souza Torres, a de prata ficou com Arthur Alencar Spuri. Já as medalhas de bronze ficaram com Biatriz Soares Silva, Jailson Henrique Godeiro Neto e Isaac Victor de Araújo Santos. Giovanna Karolinna Ribeiro de Queiroz ainda recebeu uma menção honrosa.
“Mais do que as medalhas conquistadas, eles vão ficar com a experiência de representar o País, conviver com jovens de diferentes culturas e colocar em prática o estudo da astronomia”, afirma o professor líder da delegação brasileira, Thiago Paulin.
Os alunos de ensino médio foram selecionados para participar da edição internacional após se destacarem na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), competição promovida pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada à pasta.
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A IOAA é um evento anual para alunos do ensino médio de alto desempenho de todo o mundo. O objetivo da competição é disseminar a Astronomia entre os estudantes e construir cooperação nessa área. A iniciativa reúne uma intensa programação de provas e atividades científicas.
Entre os desafios enfrentados nesta edição, os competidores tiveram que responder a questões envolvendo a observação de saturno, analisar aglomerado aberto Messier 29 e o calcular da massa de um buraco negro por meio da técnica de reverberação.
Como participar
Para disputar uma vaga nas olimpíadas internacionais e latino-americanas de astronomia, os estudantes do ensino médio precisam obter nota igual ou superior a sete na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica do ano anterior. Já os alunos do 9º ano do ensino fundamental devem alcançar nota igual ou superior a nove.
A partir dessa classificação, os competidores avançam para as etapas seguintes do processo seletivo. Na 2ª fase, a prova de pré-seleção é presencial. Os classificados são convidados a participar do Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica (TSA²), etapa que tem papel fundamental na definição que seguem no processo.
Com base no desempenho no TSA², são selecionados 45 estudantes para participar dos treinamentos. Desse total, 10 vagas são destinadas obrigatoriamente a meninas, cinco a estudantes do 1º ano do ensino médio e outras cinco a alunos de escolas públicas. As demais vagas são preenchidas pelos outros classificados até completar o grupo de 45 participantes.
Ao final do processo seletivo e dos treinamentos, são definidos os cinco representantes do Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica e os cinco classificados para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), além de cinco suplentes.
