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Naufrágio de barco com imigrantes deixa 139 mortos na África Oriental Os imigrantes seguiam para o Iêmen, com a esperança de, eventualmente, chegar aos países mais ricos do Golfo Pérsico.

Por · 12/10/2026 às 12:22 · Atualizado em 12/10/2026 às 12:22 · 3 min

Internacional

Naufrágio de barco com imigrantes deixa 139 mortos na África Oriental

Grupo buscava vida melhor em países do Golfo Pérsico

Nethra Sailesh, Anusha Shah e Ammu Kannampilly – repórteres da Reuters*
Publicado em 12/10/2026 – 08:50

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Nairobi (Quênia) e Bangalore (Índia)

Funcionários da Organização Internacional para as Migrações recebem imigrantes após barco ter virado enquanto navegava de Djibuti para o Iêmen
  10 de outubro de 2026    Kennedy Omondi Okoth/Organização Internacional para as Migrações/Divulgação via REUTERS

© Reuters/International Organization for Migration/Proibida reprodução


Reuters

O naufrágio de um barco com imigrantes deixou 139 mortos, incluindo ao menos 15 crianças. A embarcação navegava do Djibuti, na África Oriental, para o Iêmen, no Oriente Médio, com 305 pessoas. 

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas informou no domingo (11) que o caso ocorreu entre a noite dos dias 8 e 9 de outubro. Segundo a organização, o incidente ocorreu ainda nas proximidades da costa do país africano, e houve 82 sobreviventes.

Os imigrantes seguiam para o Iêmen, com a esperança de, eventualmente, chegar aos países mais ricos do Golfo Pérsico. A busca ocorre apesar de os próprios cidadãos iemenitas fugirem de seu país, que enfrenta uma escalada nos combates entre as forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita e os houthis, apoiados pelo Irã. ​

“Apesar da violência no Iêmen, os imigrantes continuam a empreender essas viagens perigosas na esperança de chegar aos países do Golfo”, afirmou o comunicado da OIM.

Fotografias compartilhadas pela agência da ONU mostraram sandálias e tênis gastos levados pela maré até a praia. 

Um porta-voz do governo etíope, país vizinho ao Djibuti, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. O governo de Djibuti também não pôde ser contatado imediatamente para comentar o caso.

“Nossas equipes estão no local, em conjunto com as autoridades locais, para prestar assistência de emergência”, disse Alexandre Coissac, chefe da missão da OIM em Djibuti.

“Essa tragédia é um forte lembrete dos perigos enfrentados pelos imigrantes ao longo desse corredor imigratório enquanto buscam oportunidades econômicas”, declarou Coissac.

As autoridades de Djibuti continuam as operações de busca e resgate, informou o comunicado da OIM, acrescentando que as autoridades locais também estão prestando atendimento médico aos sobreviventes e providenciando o enterro das vítimas.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

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