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Brasil

PMs detêm motorista de ônibus em SP após desentendimento no trânsito

Por · 07/08/2026 às 22:24 · Atualizado em 08/08/2026 às 12:22 · 3 min

Geral

Para sindicato, caso mostra truculência e despreparo dos policiais

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 07/08/2026 – 18:53

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São Paulo

São Paulo (SP), 28/07/2025 - Polícia Militar de São Paulo. Foto: PMSP/Divulgação

© PMSP/Divulgação

Um motorista de ônibus foi retirado à força do veículo e detido por dois policiais militares após um desentendimento no trânsito na capital paulista. Segundo o motorista, o desentendimento teve início quando ele buzinou pedindo passagem à viatura da PM, que trafegava lentamente na faixa exclusiva de ônibus.

O episódio ocorreu, segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), na altura do número 700 da Avenida Casa Verde. Um vídeo gravado por um passageiro mostra os policiais dentro do ônibus pedindo que o motorista descesse.

O condutor nega e alega que não havia feito nada de errado. Os policiais então retiram o motorista à força do veículo e o levam a uma delegacia.

“A diretoria do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) está estarrecida e indignada com a truculência de agentes da polícia militar contra o motorista Edvagner e o cobrador Vilanova da Viação Santa Brígida”, disse o sindicato em comunicado nas redes sociais.

De acordo com o sindicato, o episódio mostra truculência e falta de preparo dos policiais. “O fato em questão mostra a total falta de empatia e uso violento da função que cabe ao policial, que deveria agir com melhor atenção, respeito e prudência. E jamais prender um trabalhador, pai de família, por motivo banal, uma divergência.”

O sindicato informou ainda que ingressará com denúncia na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra os policiais envolvidos.

“Quando nossos operadores são agredidos por meliantes, pedimos providências para conter atos criminosos. E somos relegados ao silêncio. Agora, tristemente, estamos diante de um fato que nos assola, mas exigimos rigor em defesa à categoria que cumpre sua função.”

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi procurada, mas ainda não se manifestou.

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