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A capital fluminense está entre as sete cidades do mundo escolhidas como piloto para o programa global Distritos Lixo Zero, de gestão de resíduos e redução de metano.

De acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, o Rio de Janeiro é a cidade brasileira que lidera o ranking de emissões de gases do efeito estufa no setor de resíduos.
Também fazem parte da iniciativa as cidades de George Town, Penang e Kuala Lumpur (Malásia); Santiago e Patagônia (Chile); e Kisumu (Quênia).
O programa é uma iniciativa da Fundação Zero Desperdício com o apoio da rede internacional Global Methane Hub (GMH). O objetivo é construir modelos de governança, mensuração e financiamento para gestão de resíduos, especialmente os orgânicos, nos distritos (bairros) das outras seis cidades-piloto antes da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP31), marcada para o mês de novembro, em Antalya, na Turquia.
As propostas precisam ser capazes de desviar dos aterros sanitários pelo menos 70% dos resíduos até 2030 e 90% até 2040. Com isso, as cidades emitem menos metano e diminuem a poluição no ar, com resultados positivos para o meio ambiente e a saúde das populações.
“Os Distritos Lixo Zero oferecem às cidades uma maneira prática de proporcionar esses benefícios à saúde, ao mesmo tempo que criam empregos, recuperam recursos valiosos e desenvolvem soluções que podem ser ampliadas”, afirma o diretor executivo do Global Methane Hub (GMH), Marcelo Mena.
Os modelos serão testados, avaliados e compartilhados para adoção por bairros de outras cidades e localidades mundiais, com o objetivo de alcançar os acordos globais para a redução do metano.
O anúncio das cidades-piloto foi feito em Nova York, nessa quinta-feira (24), durante a Semana do Clima, encontro que integra a agenda climática global das Nações Unidas.
Na avaliação do secretário nacional de Meio Ambiente, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adalberto Maluf, a participação do Rio de Janeiro no programa representa um passo importante em direção à implementação das ações climáticas. “Foi um elemento central da presidência da COP30 e segue sendo para a presidência da COP31”, diz.
Modelo
Maluf destaca que o Brasil já conhece as múltiplas soluções para reduzir as emissões de metano, com resposta em cadeia a partir da geração de resíduos até as iniciativas da economia circular.
“Além disso, evitar desperdício de alimentos talvez seja a medida mais valiosa, que também reforça a segurança alimentar”, destaca o secretário.
Um exemplo é a implantação do monitoramento mensal de plumas de metano por satélite, iniciado em 2023, no Centro de Tratamento de Resíduos da Comlurb (CTR-Rio), em Seropédica, na própria região metropolitana do Rio de Janeiro.
A iniciativa ajudou a identificar onde intervir no aterro para reduzir as emissões e em colaboração com a rede GMH e a Comlurb incorporou quase 500 poços à rede de captação de biogás em 2025, aumentando em 7,35%, em relação a 2024, o aproveitamento do metano para fins energéticos.
“O CTR-Rio é apenas um exemplo de uma estratégia que pode ser reproduzida em aterros sanitários em todo o mundo e proporcionar comunidades mais saudáveis e sustentáveis”, conclui o diretor regional do GMH para a América Latina, Henrique Bezerra.
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