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TECNOLOGIA

Divulgação Científica

Por · 07/10/2026 às 06:23 · Atualizado em 07/10/2026 às 06:23 · 6 min


Publicado em

06/10/2026 11h34



Atualizado em
06/10/2026 15h48

A difusão da ciência para o público é tão antiga quanto a própria ciência e atendeu, ao longo da História, às mais diversas motivações e objetivos. As formas de divulgação e popularização das ciências evoluíram acompanhando a própria evolução das ciências e da tecnologia, gerando grande variedade de formas, meios e instrumentos de divulgação, como: congressos, seminários, colóquios, palestras, conferências, publicações variadas (livros, revistas, jornais, folhetos etc) à criação de museus com exposições abertas ao público, jardins botânicos, planetários, filmes, vídeos, programas de rádio e TV, internet, centros de ciência, parques temáticos, incluindo escolas, faculdades e universidades.

No Brasil, a difusão da ciência para o público surge junto com a criação das primeiras instituições científicas no começo do século XIX, tais como o Jardim Botânico do RJ (1808), o Museu Nacional do RJ (1818), o Museu Paraense Emílio Goeldi (1868) e o Museu Paulista (1893).

A divulgação científica pela mídia impressa, mais especificamente o jornalismo científico, tem na pessoa de José Reis o seu símbolo mais notável. O CNPq instituiu o prêmio José Reis de Divulgação Científica em 1978. Com as novas mídias, a partir do advento da internet, surgiram novas formas virtuais de divulgação e popularização da ciência para o grande público.

A atividade de divulgação científica é uma atividade complexa em que os conhecimentos científicos e tecnológicos são colocados ao alcance da população para que esta possa utilizá-los nas suas atividades cotidianas e tomadas de decisão que envolvem a família, a comunidade ou a sociedade com um todo.

Entrevistas:

Leila Maria Beltramini

Beltramini é pesquisadora em Produtividade em Pesquisa do CNPq e Livre Docente pelo Instituto de Física de São Carlos-USP, onde é professora associada (sênior) junto ao grupo de Biofísica Molecular Sérgio Mascarenhas.

Roberto Lent

Autor de uma vasta produção acadêmica, Roberto Lent também encontra tempo para se dedicar à divulgação científica, tanto ao público adulto quanto ao infantil.

Massanori Takaki

Possui graduação em Biologia pela Universidade Estadual de Campinas(1977), mestrado pela Universidade Federal de São Paulo(1979), doutorado em Ciências Biológicas (Biologia Molecular) pela Universidade Federal de São Paulo(1983), pós-doutorado pela Universidade Agricola de Wageningen(1987) e pós-doutorado pela Universidade Agrícola de Wageningen(1983).

Vanderlei Bagnato

É bolsista de produtividade em pesquisa 1A do CNPq, professor titular da Universidade de São Paulo e coordenador da Agência USP de Inovação.

Antonio Carlos Pavão

Doutor em Química pela Universidade de São Paulo (USP), Pavão nasceu em Quintana, interior de São Paulo, e é um dos grandes incentivadores do ensino das ciências nas classes iniciais..

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Prêmios

Feiras e Mostras de Ciência:

A necessidade de empreender esforços coletivos para a melhoria dos índices educacionais brasileiros levou o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq/ MCTI e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES a estabelecerem parceria com diversas entidades educacionais e científicas, no sentido de propor a realização de Feiras e Mostras Científicas em âmbito nacional, estadual e municipal. Trata-se de mecanismo voltado para o reforço do envolvimento de alunos e educadores em um projeto de aperfeiçoamento do processo de aprendizagem e da investigação científica realizado nas escolas do país.

As Feiras e Mostras de Ciências têm-se revelado uma estratégia de alto impacto, unindo professores e alunos na produção do conhecimento, no compartilhamento de informações e na incorporação de atitudes de investigação científica, que contribuem para a construção da aprendizagem. O apoio às Feiras de Ciências e Mostras Científicas, de âmbito nacional, estadual e municipal constitui, portanto, um investimento na melhoria dos ensinos fundamental, médio e técnico, bem como um mecanismo eficaz de despertar vocações científico-tecnológicas e o interesse de jovens talentosos pelas carreiras profissionais nessas áreas.

Além disso, as feiras e mostras possibilitam um diagnóstico sobre como vem se desenvolvendo o ensino-aprendizagem nos diversos locais do país, de forma a permitir uma intervenção mais adequada que vise o estabelecimento de uma interlocução entre alunos, professores, pais e gestores e a melhoria das condições gerais de ensino. Finalmente, é importante ressaltar a necessidade de se desenvolver políticas públicas contínuas, de forma a promover uma mudança qualitativa nas estruturas sociais e educacionais do país.

Semana Nacional de C&T

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento criado em 2004 por decreto presidencial, tem como principal objetivo destacar a importância da ciência e tecnologia para a vida das pessoas e para a melhoria da qualidade do ensino no Brasil. Esse evento anual é financiado com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e ocorre simultaneamente em quase todos os estados brasileiros.
O MCTI propõe um tema diferente a cada ano, levando as instituições participantes do evento a desenvolverem atividades educacionais e lúdicas (palestras, filmes, vídeos, experimentos, jogos, brincadeiras, entre outros) mostrando os avanços científicos e tecnológicos relativos à temática predefinida. As atividades criam ambiente propício para a troca de ideias, promovendo debates e estimulando o despertar de vocações científicas.

SBPC

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realiza a cada ano, em parceria com uma universidade federal, a Reunião Anual da entidade. Para cada anão é escolhido em central para o evento.
O evento conta com conferências, mesas-redondas, sessões de pôsteres, atividades culturais, exposições, minicursos e outras programações, destinadas a estudantes e professores do ensino básico, técnico e superior, além de pesquisadores, profissionais e do público geral.
A Reunião Anual é aberta ao público, com acesso livre e gratuito às atividades. A inscrição geral é gratuita. A taxa de inscrição é aplicada apenas para quem optar por receber o material do evento ou tiver trabalho aceito na Sessão de Pôsteres. Para participar de minicursos e webminicursos, há taxa de matrícula.
78ª Reunião Anual da SBPC

Olímpiadas Científicas:

As Olimpíadas Científicas são consideradas momentos privilegiados para a divulgação científica e para a descoberta e incentivo de novos talentos. O caráter competitivo estimula a inventividade dos alunos e professores, além de fornecer elementos fundamentais ao Ministério da Educação para avaliar os estudantes brasileiros em relação aos alunos de outros países. Como benefício adicional, muitas olimpíadas incentivam o trabalho em equipe, reforçando hábitos de estudo, o despertar de vocações científicas e os vínculos de cooperação entre equipes de estudantes e professores.

Fonte: CNPq Notícias · Data original: 06/10/2026 14:34
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