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POLÍTICA

Projeto torna crime disseminar notícias falsas sobre saúde em meios de comunicação

Por · 08/10/2026 às 22:37 · Atualizado em 08/10/2026 às 22:37 · 3 min
Texto está em análise na Câmara
Da Agência Câmara – 08/10/2026 – 17:34
Saúde - coranavírus - vacina - vacinação - Vacinac¸a~o contra COVID-19 no esta´dio Arena da Amazo^nia. Manaus - AM, 20.11.2021.
Projeto prevê prisão para quem divulgar notícia falsa sobre vacinação – Foto: Walterson Rosa/MS

O Projeto de Lei 2709/26 torna crime a divulgação intencional de informações falsas ou sem comprovação cientifica sobre vacinas, epidemias e tratamentos médicos em qualquer meio de comunicação. A pena prevista é de detenção de um a três anos e multa.  A Câmara dos Deputados analisa a proposta.

Segundo o projeto, que altera o Código Penal, a pena poderá ainda ser aumentada para dois a cinco anos de reclusão, além de multa e suspensão do exercício profissional, quando o crime for cometido por um profissional de saúde ou por alguém que obtenha lucro com a divulgação do conteúdo, inclusive por meio da monetização nas redes sociais.

Se a informação falsa levar uma pessoa a recusar um tratamento e isso causar lesão grave ou morte, o responsável também poderá responder pelos crimes de lesão corporal grave ou homicídio, caso o resultado fosse previsível.

Regras para profissionais de saúde

O texto também define regras específicas para a divulgação desses conteúdos por profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, e em plataformas digitais.

Pela proposta, ao fazer declarações públicas sobre saúde, esses profissionais deverão:

  • basear as declarações em evidências científicas consolidadas;
  • considerar resultados de ensaios clínicos validados;
  • não prescrever nem defender práticas classificadas como pseudociência.

Obrigações das plataformas

As plataformas digitais e as redes sociais deverão sinalizar conteúdos sobre saúde que não tenham comprovação técnica.

A justificativa apresentada pelas autoras do projeto, deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Luizianne Lins (Rede-CE), e da ex-deputada Heloisa Helena, informa que o objetivo é combater informações falsas que possam colocar vidas em risco.

“A livre manifestação do pensamento é um pilar democrático sagrado, mas não pode servir de escudo para condutas que colocam vidas em risco, estimulam o abandono de tratamentos médicos consolidados, sabotam campanhas de vacinação ou promovem curas milagrosas sem eficácia”, diz a justificativa que acompanha o projeto.

Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de
Comunicação; de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

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Fonte: Câmara dos Deputados – Notícias · Data original: 08/10/2026 20:34
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