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BIOCOMBUSTÍVEIS
Publicado em
25/09/2026 10h12
Atualizado em
25/09/2026 11h19
Foto: Ascom/INT
Os estudos que avaliam o aumento da proporção de biodiesel misturado ao diesel avançaram para uma nova etapa. A Viação Única Fácil, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, recebeu 10 mil litros de B20 e 10 mil litros de B25 para testes com ônibus que serão acompanhados pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
As siglas indicam a quantidade de biodiesel presente no combustível. O B20 contém 20% de biodiesel e 80% de diesel de origem fóssil. No B25, a participação do biocombustível sobe para 25%. Os estudos buscam verificar se misturas com teores mais elevados podem ser utilizadas sem comprometer o desempenho e o funcionamento dos veículos.
Com a chegada dos combustíveis à empresa de ônibus, os pesquisadores poderão acompanhar o comportamento das misturas durante a circulação dos veículos nas estradas. Entre os aspectos avaliados estão consumo, potência do motor, desempenho dos veículos e a eficiência e vida útil dos filtros de combustível.
Preparação para os testes
Antes do início do abastecimento, o INT preparou a estrutura necessária para evitar o contato das novas misturas com resíduos de combustíveis armazenados anteriormente. Entre as medidas adotadas, estão a limpeza dos tanques utilizados pela empresa e a substituição dos elementos filtrantes antes do recebimento de novas cargas, de modo a impedir que impurezas acumuladas comprometam os resultados.
As misturas B20 e B25 usadas nos testes foram preparadas pela Vibra, distribuidora que tem licença para uso da marca Petrobras em sua rede de postos. A empresa ficou responsável, junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), pelo fornecimento dos combustíveis aos laboratórios que participam dos estudos.
Os testes fazem parte do Plano de Avaliação da Viabilidade Técnica de misturas com teores superiores a 15% e de até 25% de biodiesel. A avaliação inclui análises de desempenho, emissões, durabilidade, estabilidade do combustível e compatibilidade com os materiais presentes nos veículos.
Análises também avançam no laboratório
Além do acompanhamento da frota, o INT recebeu em sua sede, no Rio de Janeiro, amostras de B15 e B20 destinadas aos testes físico-químicos.
Nessa etapa, os pesquisadores avaliam como os combustíveis interagem com materiais, peças e componentes automotivos que ficam em contato direto com as misturas. O objetivo é identificar possíveis alterações e verificar se o aumento da quantidade de biodiesel pode afetar esses componentes ao longo do uso.
As duas frentes de pesquisa se complementam. Enquanto os testes laboratoriais permitem observar de forma controlada a interação entre combustíveis e materiais, o acompanhamento dos ônibus mostra como as misturas se comportam no cotidiano de uma frota em circulação.
O trabalho integra uma rede de pesquisa estruturada pelo MCTI e pelo MME e coordenada pelo Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Os resultados servirão de base técnica para avaliar a possibilidade de ampliar a participação do biodiesel no diesel utilizado no país.

- Infográfico: ASCOM/MCTI
