Alunos do curso de Geografia do Programa Ensinar, Polo Pirapemas, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), participaram de uma aula de campo no Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A atividade integrou a disciplina Hidrogeografia e teve como tema “Hidrogeografia e dinâmica ambiental: relações entre água, geologia, relevo, solos, vegetação e conservação”.
Sob a orientação do Prof. Evaldo Augusto Monteiro, a aula teve como objetivo aproximar os conhecimentos teóricos trabalhados em sala da realidade observada em campo.
Durante a atividade, os estudantes puderam compreender de que forma o relevo, as formações rochosas, os solos, a infiltração, o escoamento superficial, a vegetação e as ações humanas interferem na circulação e na disponibilidade da água, além de influenciarem a formação e a conservação da paisagem.
Para desenvolver as atividades, a turma foi dividida em seis equipes, que investigaram temas relacionados à dinâmica da água, geologia, relevo, solos, vegetação, drenagem e conservação ambiental.
Segundo o professor Evaldo Augusto, a experiência possibilitou ampliar a compreensão dos estudantes sobre a própria Hidrogeografia:
“A aula de campo permitiu que os acadêmicos compreendessem que a Hidrogeografia não se limita à observação de rios, lagos e nascentes. Mesmo durante o período seco, a paisagem apresenta evidências da atuação da água na infiltração, no escoamento, na formação dos solos e na modelagem do relevo. Para os futuros professores de Geografia, essa experiência é fundamental porque desenvolve o olhar científico e a capacidade de interpretar a paisagem para além da sala de aula”, destacou.
Para muitos dos acadêmicos, a atividade representou a primeira oportunidade de conhecer e estudar uma unidade de conservação federal. A acadêmica Cássia Fenelon Rodrigues destacou que a experiência ampliou seu olhar sobre a paisagem e possibilitou conhecer aspectos da paleontologia e da geologia.
Durante a visita, ela observou as formações rochosas, pinturas rupestres e pontos como a Pedra da Tartaruga e o Mirante. “Fiquei deslumbrada com tanta beleza, desde o quartzo presente na areia até a experiência de estar, pela primeira vez, a mais de 70 metros de altura no Mirante”, relatou.
Após a atividade, as equipes sistematizaram as informações coletadas e produziram relatórios relacionando as observações de campo aos conteúdos estudados na disciplina.
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