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Brasil

Em protesto, estudantes franceses ateam fogo em pelo menos 2 escolas

Por · 01/10/2026 às 17:56 · Atualizado em 01/10/2026 às 17:56 · 3 min

Internacional

Manifestações contra corte de gastos começaram semana passada

Lucien Libert, Layli Faroudi e Abdul Saboor*
Publicado em 01/10/2026 – 14:12

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SAINT DENIS


Reuters

Estudantes franceses atearam fogo em pelo menos duas escolas nesta quinta-feira (1°), em meio a confrontos cada vez mais violentos devido à falta de pessoal e às instalações em estado de degradação. Segundo as autoridades, professores foram acidentalmente respingados com gasolina em uma terceira instituição de ensino.

No colégio Victor Hugo, em Marselha, os professores foram acidentalmente atingidos por respingos de gasolina quando um estudante tentava jogar o líquido em uma lixeira, informaram as autoridades locais. Anteriormente, a promotoria disse que os professores haviam sido agredidos e “regados com gasolina”.

Em outra escola da cidade, o colégio Saint-Exupéry, centenas de jovens cercaram um caminhão de bombeiros que havia chegado para apagar um incêndio pela manhã, informou a polícia. Os agressores forçaram os bombeiros a fugir do veículo e, em seguida, atearam fogo.

Outro incêndio atingiu uma escola na cidade de Nantes, no oeste do país, informaram as equipes de bombeiros.

O ministro da Educação da França, Edouard Geffray, disse hoje que vai se reunir com representantes de sindicatos de funcionários, associações de pais e associações estudantis nesta sexta-feira (2).

Corte de gastos

As manifestações e bloqueios, que começaram na semana passada, se tornaram um ponto crítico político em um momento delicado para o governo, que anunciou uma série de cortes de gastos profundamente impopulares no orçamento para 2027.

O gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu realizou uma reunião de crise na tarde de quinta-feira sobre os protestos, que deixaram dezenas de feridos. Centenas de pessoas também foram presas, a maioria delas adolescentes, segundo autoridades.

No subúrbio parisiense de Saint-Denis, multidões de jovens se aglomeraram diante de uma linha de policiais. Um estudante ergueu um cartaz com os dizeres: “Podemos nos explicar sem sermos atingidos por gás lacrimogêneo?”

Os estudantes acusam a polícia de usar táticas repressivas, incluindo o uso de gás lacrimogêneo. O governo criticou a violência que eclodiu durante alguns dos protestos, mas afirmou que as dificuldades nas escolas de ensino médio devem ser reconhecidas e resolvidas.

*Reportagem adicional de Noemie Olive e Christian Levaux em Lille, Marc Leras em Marselha, Makini Brice em Paris e Sudip Kar-Gupta em Bruxelas

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