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60 ANOS UFMA
publicado:
06/10/2026 16h54,
última modificação:
06/10/2026 17h48
Celebrar os sessenta anos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) significa lembrar que a história da instituição é composta por todos que fazem ou fizeram parte dela um dia.
Ao longo de seis décadas, a UFMA foi cenário de encontros, descobertas, conquistas, aprendizados e momentos que permaneceram na memória de estudantes, professores, técnicos, egressos e de tantas outras pessoas que ajudaram a construir essa trajetória.
Para comemorar os sessenta anos da UFMA, esta série reúne fotografias escolhidas por personagens que fazem parte dessa história. A cada episódio, personagens que fazem parte dessa caminhada compartilham imagens que marcaram suas relações com a instituição.
Em cada imagem, uma lembrança; em cada lembrança, um pedaço da UFMA contado por quem viveu a Universidade.
É o caso do professor do curso de Ciências Naturais – Física do Câmpus Bacabal, Ariel Nonato Almeida de Abreu Silva, que, por meio da UFMA, conquistou uma bolsa de pós-doutorado no exterior, enfatizando o papel da Universidade ao longo desses sessentas anos na formação acadêmica, na pesquisa, na extensão, na inovação e no fortalecimento das relações internacionais.
06.10.2026
“Esta fotografia representa um pouco do dia a dia de um pesquisador. Naquele momento, eu estava realizando meu pós-doutorado no CIIAE – Centro Ibérico de Investigación en Almacenamiento Energético, operando um espectrômetro Raman Renishaw e fazendo medidas em função da temperatura para investigar materiais voltados ao armazenamento de energia térmica.
Por trás de cada resultado científico, existem muitas horas dentro do laboratório: preparando experimentos, realizando medidas, analisando dados, interpretando resultados e buscando respostas para novas perguntas. A fotografia registra justamente um desses momentos cotidianos, que raramente aparecem quando vemos apenas o resultado final de uma pesquisa ou um artigo publicado.
Essa experiência foi possível por meio de uma bolsa Marie Skłodowska-Curie, uma das mais competitivas e prestigiadas iniciativas europeias de formação e mobilidade de pesquisadores. A conquista dessa bolsa e a realização do pós-doutorado representaram um marco importante na minha trajetória acadêmica.
Nesse percurso, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) teve um papel fundamental. Além de ser a instituição onde construí parte significativa da minha trajetória como professor e pesquisador, seu apoio institucional foi essencial para viabilizar meu afastamento e minha permanência no CIIAE.
Um dos resultados mais significativos desse intercâmbio veio posteriormente: a experiência e as relações estabelecidas durante o pós-doutorado contribuíram para a formalização de um acordo de cooperação internacional entre a UFMA e o CIIAE. Uma oportunidade de formação individual passou, assim, a abrir possibilidades de colaboração institucional, desenvolvimento de pesquisas conjuntas e intercâmbio de estudantes e pesquisadores.
Por isso gosto dessa fotografia justamente por sua simplicidade. Ela não registra uma cerimônia, uma premiação ou a publicação de um trabalho. Registra o pesquisador no laboratório, fazendo aquilo que está na base da ciência: medir, analisar, interpretar, questionar e aprender. São muitas horas dedicadas a esse processo com a expectativa de que o conhecimento produzido possa, de alguma maneira, ultrapassar as paredes do laboratório e contribuir para o desenvolvimento da ciência e para o progresso da sociedade.”
UFMA 60 anos
Nossa história constrói o futuro
Revisão: Jáder Cavalcante
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