Conexão Maranhense — Conectando o que importa pra você
Campeonato Brasileiro Série ABragantino1 × 1MirassolEncerrado
Campeonato Brasileiro Série AClube do Remo1 × 1GrêmioEncerrado
Campeonato Brasileiro Série AInternacional2 × 1CorinthiansEncerrado
Campeonato Brasileiro Série AVitória4 × 0ChapecoenseEncerrado
Campeonato Brasileiro Série ABotafogo2 × 2Vasco da GamaEncerrado
Campeonato Brasileiro Série ACruzeiro2 × 0São PauloEncerrado
☀ São Luís 32°C — Parcialmente nublado Máx. 33° / Mín. 26° Chuva 41%Dólar R$ 5,01Euro R$ 5,60Última atualização: 13:39
Enviar notícia Siga no Instagram
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Brasil

Poeta e escritora canadense Anne Carson ganha o Nobel de Literatura

Por · 08/10/2026 às 12:53 · Atualizado em 08/10/2026 às 12:53 · 3 min

Internacional

Obra combina verso, prosa, diálogo e tradução

Reuters*
Publicado em 08/10/2026 – 08:53

<!–

|
00:00

–>

Estocolmo

The Permanent Secretary of the Swedish Academy, Ingrid Carlberg, announces that Canadian author Anne Carson is awarded the Nobel Prize in Literature 2026, in Stockholm, Sweden, October 8, 2026. TT News Agency/Christine Olsson via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. SWEDEN OUT. NO COMMERCIAL OR EDITORIAL SALES IN SWEDEN.

© Reuters/ News Agency/Christine Olsson/Proibida reprodução


Reuters

A poeta e escritora canadense Anne Carson ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 2026 “por sua obra ousada e criativa que, em um diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”, informou o órgão responsável pela concessão do prêmio nesta quinta-feira (8).

O prêmio é concedido pela Academia Sueca e tem valor de 12 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão).

“Ela foi pega totalmente de surpresa. Não tivemos muito tempo para conversar, e tudo o que ela conseguiu me dizer foi que, no momento, está na Islândia, onde está ouvindo o vento”, disse Ingrid Carlberg, secretária permanente da Academia Sueca.

A obra da poeta e ensaísta canadense Carson frequentemente combina verso, prosa, diálogo e tradução em uma mistura que desafia os gêneros.

“Quase toda a sua produção literária concentrou-se na interseção entre a obsessão da filóloga pelas palavras e o desejo da poeta por novos significados”, afirmou a Academia.

Ela é amplamente conhecida pelas traduções da literatura clássica grega, que influenciam fortemente sua obra, abrangendo desde libretos de ópera até crítica literária e romances em verso, como “Autobiography of Red”, de 1998.

Seu estilo é exemplificado em “Norma Jeane Baker of Troy”, de 2019, uma peça performática que mistura as histórias de Helena de Tróia, da peça “Helena”, de Eurípides, e de Marilyn Monroe.

Carson passa a ocupar um lugar ao lado de nomes ilustres como Alexander Solzhenitsyn, Alice Munro e Ernest Hemingway como ganhadora do prêmio, que frequentemente divide opiniões entre os amantes da literatura.

A Academia tem sido duramente criticada por ignorar alguns dos gigantes da literatura dos últimos 120 anos, como Leon Tolstoy, Virginia Woolf e Jorge Luis Borges; criticada por desprezar autores norte-americanos – embora tenha concedido o prêmio ao cantor e compositor Bob Dylan em 2016 – e acusada de fazer escolhas muito obscuras.

Seus defensores afirmam que a Academia fez escolhas populares, como o colombiano Gabriel García Márquez, em 1982, e Doris Lessing, em 2007, argumentando que parte de sua missão é destacar tradições literárias menos conhecidas e incentivar os leitores a ampliar seus horizontes.

Criados por testamento do inventor sueco da dinamite e empresário Alfred Nobel, os prêmios por realizações nas áreas de literatura, ciência e paz são concedidos desde 1901.

O prêmio do ano passado foi conquistado pelo escritor húngaro László Krasznahorkai, apelidado de “mestre do apocalipse” pela crítica norte-americana Susan Sontag.

*(Reportagem de Simon Johnson, Johan Ahlander, Niklas Pollard, Marie Mannes, Terje Solsvik, Jonathan Allen e Justyna Pawlak).

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Espaço publicitário dentro da matéria