Conexão Maranhense — Conectando o que importa pra você
Campeonato Brasileiro Série ASão Paulo- × -Santos02/10 23:00
Campeonato Brasileiro Série AMineiro- × -Bragantino03/10 21:30
☀ São Luís 26°C — Céu limpo Máx. 32° / Mín. 26° Chuva 54%Dólar R$ 5,18Euro R$ 5,91Última atualização: 06:01
Enviar notícia Siga no Instagram
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Brasil

Mudanças climáticas figuram como crise de saúde pública, diz Padilha

Por · 16/09/2026 às 20:07 · Atualizado em 17/09/2026 às 00:38 · 3 min

Saúde

Minstro alertou para impactos na saúde, como nos casos de dengue

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 16/09/2026 – 16:44

<!–

|
00:00

–>

Brasília

São Paulo (SP), 22/01/2025 - Termômetro no centro de São Paulo marca temperatura alta no início da tarde. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

© Paulo Pinto/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças públicas figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante coletiva de imprensa, ele avaliou como urgente a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar a questão.

Padilha destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê uma em cada quatro mortes registradas globalmente como relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas. Ele lembrou que o Reino Unido, por exemplo, já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor tipicamente presente em países tropicais como o Brasil.

O ministro citou ainda o impacto silencioso do chamado aumento da temperatura média, responsável pelos surtos recentes de dengue no Sul do país, inclusive no Rio Grande do Sul, onde quase não havia casos da doença, além do aumento de doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, causado pelas ondas de calor extremo.

Questionado sobre a preparação da pasta para eventos climáticos como o que causou as graves inundações em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho, em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado atualmente do que estava à época em que as chuvas devastaram o estado.

“Mas todo cuidado é pouco”, avaliou.

Ele destacou a necessidade de manutenção do estado de alerta e de vigilância, não apenas no Sul, mas em todas as regiões do país. Dados da pasta indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa no Brasil já a partir deste mês.

“Atingimos um El Niño muito forte, com a posiblidade de termos o mais forte da série histórica”, alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, citando que os efeitos registrados no país devem durar, pelo menos, até março de 2027.

Espaço publicitário dentro da matéria