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publicado:
01/10/2026 11h51,
última modificação:
01/10/2026 16h21
Representantes das instituições em palestra do FEPAS Foto: Sarah Dantas (Dcom)
O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAO-DHC), com apoio da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), realizou, na última quarta-feira, 30, o Fórum Estadual de Prevenção da Automutilação e do Suicídio (FEPAS). O encontro, realizado no Auditório Central da Reitoria, promoveu debates, conscientização e orientações sobre saúde mental, com foco na prevenção da violência autoprovocada e do suicídio.
O evento integrou as ações do Setembro Amarelo e teve como tema “Cuidar também é prevenir”. Reunindo representantes de diferentes instituições que compõem o Fórum, a programação buscou ampliar as discussões sobre a prevenção da violência autoprovocada e do suicídio, além de incentivar o acolhimento, a valorização da vida e a identificação de sinais de sofrimento.
Segundo o Coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAO-IJ), do Ministério Público do Maranhão, Gleudson Guimarães, a escolha da UFMA para a realização do Fórum, está relacionada ao papel da Universidade na produção de conhecimento e na troca de experiências, além da possibilidade de transformar essas discussões em ações concretas.
“O Ministério Público coordena o Fórum e ele vem no intuito de trazer a proteção para as pessoas, especialmente, na prevenção da violência. O Fórum tem o objetivo de aproximar instituições, trocar experiências e transformar projetos em ações. Por isso estamos aqui na UFMA que é um local de produção de conhecimento, para poder trazer essa troca de experiências, especialmente hoje com o lançamento de uma instrução normativa para as situações de crise dentro da instituição”, explica ele.
A discussão também reforçou a importância de ampliar as ações de cuidado dentro da Universidade, considerando os desafios enfrentados pela comunidade acadêmica. Durante o Fórum, a diretora de Atenção à Saúde do Discente (PROAES), Lissandra Bezerra, destacou que, na Universidade, também é preciso estar atento ao bem-estar e à qualidade da permanência dos estudantes no ambiente acadêmico.
“Nós percebemos que a comunidade acadêmica não é voltada só para o ensino, pesquisa e extensão, que são os fundamentos de uma universidade, mas também para o bem-estar e a qualidade dessa permanência dentro do ambiente acadêmico. Por isso, é muito importante a gente trabalhar sobre prevenção, promoção e educação em saúde mental, especificamente, porque é um tema que vem crescendo bastante nos últimos tempos”, explica.
Público pôde acompanhar o Fórum no Auditório Central. Foto: Sarah Dantas (Dcom)
Lissandra também ressaltou que muitos discentes vêm apresentando questões relacionadas à saúde mental. “Nós percebemos que a nossa comunidade acadêmica vem apresentando inúmeras questões voltadas para a ansiedade, depressão e adaptação ao próprio ambiente da universidade. Então, é importante que a Universidade se posicione, fale sobre esse tema e trabalhe essa questão para pensar em mecanismos para ajudar a solucionar um problema que vem acontecendo constantemente na Universidade”, afirmou.
Além das discussões, o evento também serviu para alinhar estratégias e propostas de ação conjunta entre as instituições participantes. O objetivo é fortalecer a rede de apoio, garantir um atendimento mais ágil aos casos de vulnerabilidade e desenvolver políticas públicas permanentes, que não se limitem apenas ao período do Setembro Amarelo.
Para a diretora da Divisão de Qualidade de Vida da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (DQV-PROGEP), Josy Garrido, levar o Fórum para a Universidade é uma forma de aproximar a comunidade acadêmica das discussões sobre saúde mental.
“A importância de trazer o Fórum para a UFMA é, além de trazer a comunidade para esse tema, falar sobre a identificação de sofrimento psíquico, sobre acolhimento e, muito mais que isso, formar uma rede de apoio na Universidade para que todos, entre alunos, professores, técnicos e colaboradores, sintam que há um ambiente de acolhimento na nossa instituição”, explica Josy.
Ela também destacou que a parceria entre o Ministério Público e a UFMA, por meio do Fórum, pode contribuir para ampliar as ações de prevenção e conscientização.
“A UFMA está participando recentemente do Fórum, então nós, da Divisão de Qualidade de Vida, representamos a UFMA nesse Fórum e, sem dúvidas, suscitar essa discussão integrada entre órgãos, entidades civis e organizações traz uma sensação e a certeza de que esse trabalho integrado pode proteger nossa comunidade e a comunidade que a Universidade atende”, disse.
O Setembro Amarelo reforça a importância de falar sobre saúde mental e prevenção ao longo de todo o ano. A campanha busca incentivar o diálogo, o acolhimento e a atenção aos sinais de sofrimento, e a prevenção é uma responsabilidade compartilhada. Por isso falar sobre o assunto, ouvir e acolher são atitudes que podem fazer a diferença, porque acolher muda histórias.
A realização do Fórum na UFMA destacou também o papel social da Universidade para além dos seus muros. Por meio da extensão e da pesquisa, a instituição busca não apenas cuidar da sua comunidade interna, mas também produzir conhecimento e formar profissionais capacitados para atuar na prevenção ao suicídio em todo o Maranhão.
Por: Judson Nunes
Fotos: Sarah Dantas
Revisão: Jáder Cavalcante
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